domingo, 1 de novembro de 2009

Investir na Bolsa de Valores pode substituir o seu emprego?

SÃO PAULO - Ao longo dos anos, investir no mercado de renda variável deixou de ser algo acessível apenas aos investidores especializados e se tornou a "galinha dos ovos dourados" de investidores de pequeno porte. Também, se tirarmos da análise o conturbado ano de 2008, lembramos que a bolsa brasileira vinha de nada menos que cinco anos seguidos de alta, o que torna mais difícil a tarefa de se perder dinheiro. Aplicar em ações era, salvo raras exceções, um modo garantido de elevar sua renda.

Que opção melhor para se viver, ou mesmo acumular capital para sua aposentadoria?

"Em um mercado positivo, com uma calculadora simples, usando só adição e multiplicação percebe-se que a ciranda financeira dá mais dinheiro do que ficar ralando o dia todo em projetos, atendendo pacientes, ou naquele emprego chato" , explica Márcio Santos, diretor comercial da corretora Gradual e
colunista
da InfoMoney.

Mas o cenário no pós-crise não é mais o mesmo. "O bull market extraordinário de quase 20 anos que vivemos entre 1982 e 1999 acabou", afirma a MorningStar. Entretanto, o questionamento sobre os retornos dos
investimentos em ações
- e, no final das contas, se é possível ficar rico com isso - permanece, dado o grande avanço dos mercados de renda variável nos últimos meses. "Muitos investidores ainda acreditam que grande parte de suas aposentadorias será baseada nos retornos do mercado de renda variável", aponta a MorningStar. Então, afinal, é possível viver de ações?

O investidor e as ações
Um dos fatores que mais contribui com o valor gerado por um portfólio é o próprio investidor. Ou, em outras palavras, o dinheiro aplicado por ele em seu portfólio pode ser mais significativo, em longo prazo, do que os retornos do mercado.

Segundo a MorningStar, em determinados cenários de investimento (como mostra o gráfico abaixo), a contribuição do investidor pode corresponder por até 73% do valor gerado pelas aplicações em 10 anos, mesmo em um ambiente de retornos de mercado considerado "saudável" - de 6% ao ano. Até mesmo considerando um forte bull market por mais de 10 anos - o que é, no mínimo, uma probabilidade arriscada - as aplicações feitas pelo próprio investidor em seu portfólio ainda representariam mais da metade dos ganhos.

O cenário permanece o mesmo no caso de um investimento ainda mais longo - 20 anos. Para que os retornos do mercado ultrapassem o montante investido, é preciso que o mercado tenha uma rentabilidade de 12% por 20 anos - um cenário difícil.

"A noção de que os retornos são a base dos portfólios surgiu entre aqueles que viveram o histórico bull market entre 1982 e 1999, mas os investidores não devem basear sua estratégia nisso - um mercado assim pode não acontecer novamente na sua vida."


*Fonte: MorningStar

Há coisas que você pode controlar
Além da sua própria contribuição, há outros fatores que estão sob controle do investidor - e, portanto, trazem mais segurança ao investimento. Um desses fatores parece simples, mas pode se mostrar complicado para investidores menos especializados: o que colocar na cesta, ou seja, como montar seu portfólio de investimentos. Essa é uma das melhores maneiras de se controlar os riscos de seu portfólio.

E outras que não
Entretanto, há aspectos de um investimento que estão completamente fora do controle do investidor - e mesmo do gestor. O primeiro deles é o retorno que o mercado oferece - afinal, não há como garantir uma tendência de mercado, sem nenhuma reversão, em um horizonte de investimento e longo prazo.

Assim como não é possível prever uma tendência por 10 anos com 100% de certeza, não é possível afirmar que você nunca precisará retirar aquele dinheiro - eventos inesperados acontecem não só no mercado, mas na vida dos investidores também. Por isso, não é seguro contar com aquele dinheiro incondicionalmente.

Afinal de contas, dá pra viver de bolsa?
É preciso pensar muito antes de largar um emprego fixo para viver de bolsa. Fazê-lo sem critérios ou planejamento pode ser bastante desastroso. "Lembra dos homens-bomba? Aqueles que explodem a si e aos outros, esperando encontrar 100 virgens no céu?", compara Santos. Segundo ele, todos os que pensam em viver do mercado, sem base técnica nenhuma para isso, pagarão a conta. "Para os amadores, se a bolsa cair, seu patrimônio vira pó, pois sempre tomam as decisões erradas na hora certa ou decisões certas na hora errada. Invariavelmente, só sabem comprar".

Elaine Mello, nutricionista de formação, é um exemplo de que viver de bolsa pode sim dar certo. Ela começou a operar em 2003, como hobby. "O mercado me conquistou", explica. Em 2006, ela deixou a profissão e passou a operar de maneira autônoma - "vivendo de bolsa" até o início deste ano, quando começou a trabalhar na MS Investimentos.

Entretanto, a própria Elaine afirma que viver de bolsa exige muito critério e disciplina. "Tem que ter um controle do método que você usa, e disciplina para seguir o seu método. Não se pode mudar de ideia no meio do caminho - se eu planejei A, tenho que cumprir A. Se eu fizer B, o resultado vai ser C", explica.
"É a única maneira de se controlar retornos".

sábado, 24 de outubro de 2009

Estratégia de gestão: Bogari Value propõe investimento em empresas, não em ações

Segue a dica:

SÃO PAULO - Perseguindo a meta de bater o Ibovespa em prazo de três a cinco anos, o fundo de ações Bogari Value vêm continuamente superando a rentabilidade do principal índice da bolsa brasileira. Existente desde 2006 como um clube de investimentos, e transformado em fundo em julho de 2008, Flávio Sznadjer, sócio gestor do fundo, aponta que desde sua fundação, há três anos, a cota saltou de R$ 100 para R$ 656. "Mesmo com a crise do ano passado, e as surpresas desse ano, conseguimos uma rentabilidade superior ao índice", afirma o gestor.Em entrevista à Infomoney, Sznadjer explica o funcionamento do fundo de ações long-only, que ele descreve como "o fundo mais careta em termos de fundos de ações", que se baseia em análise fundamentalista, e afirma que a ação, muitas vezes, é quase somente um detalhe a se observar, além de traçar as próximas apostas do fundo.InfoMoney - Como funciona a estratégia do Bogari?Flávio Sznadjer - Nossa estratégia é equivalente ao mercado de private equity, que é o mercado de onde eu vim. A ideia é comprar boas empresas, e mantê-las na carteira de três a cinco anos, até que elas se maturem e, consequentemente, o preço dos ativos seja refletido no valor de mercado. Acredito que a grande diferença entre a estratégia do Bogari e dos outros fundos é que além de fundamentalistas, estamos menos preocupados com a popularidade dos ativos, ou o tamanho da empresa. Além de observarmos se os papéis são bons e baratos, olhamos a previsibilidade de fluxo de caixa e a perspectiva de crescimento. É importante que a gente consiga entender o negócio, entender quais são os drivers de crescimento.A nossa vivência de todos os lados da mesa nesse mercado - como controlador de empresa, sócio minoritário, gestor, consultor - também nos dá a vantagem de conhecer melhor a dinâmica, o que é um diferencial relevante, pois entendemos melhor o funcionamento e a cabeça dos controladores, por exemplo.Nosso projeto é de longo prazo, não queremos crescer muito rápido - nossa preocupação não é tanta com o volume administrado. Queremos clientes que entendem essa filosofia.Qual o perfil dos clientes?Quase 90% dos nossos cotistas são pessoa física, e a cota mínima é de R$ 30 mil. Nossa estratégia é adequada para pessoas que têm disponibilidade de investimento de longo prazo, entre 3 e 5 anos no mínimo - que são os prazos em que acreditamos que a probabilidade de se ganhar dinheiro é maior. Eu costumo dizer que é equivalente a uma previdência - é uma parcela dos seus investimentos que você vai esquecer - porque o lucro vem com a regularidade e com a composição do capital.
''Há mais coisas a olhar além do comportamento da ação - ela não é um detalhe, mas é quase''Para um período mais curto, é arriscado. Se o investidor planeja comprar alguma coisa com aquele dinheiro - por exemplo, um apartamento - em um ano, talvez não seja o investimento mais recomendado. O mesmo é válido para o investidor que quer aplicar todo o dinheiro que tem, porque ele pode precisar desse dinheiro. Nesse caso, o conselho é aplicar em outros fundos, ou juntar mais dinheiro, e voltamos a conversar quando a aplicação for somente uma parcela do total de capital que o investidor tem disponível.Também é importante mencionar que estamos plenamente alinhados com nosso cliente - até mesmo porque a maior parte do capital é dos sócios, então, se o fundo não der dinheiro, estaremos entre os maiores prejudicados. Dessa forma, o cliente deve ter um horizonte de longo prazo, paciência e que entenda o que é investir numa empresa, e queira que quem toque os investimentos dele seja comprometido e que tenha esse tipo de experiência.O que quer dizer "investir em uma empresa, e não em uma ação"?A ação pode ser encarada como um meio ou como um fim para se ganhar dinheiro. Para quem veio de private equity, a ação é um pedaço de uma empresa. No longo prazo, o preço que a empresa é negociada converge para o valor intrínseco dela. Ela vai valorizando porque o lucro dela aumenta, e a ação tende a acompanhar esse negócio ao longo do tempo - é nesse sentido que nós investimos nas empresas. Nosso foco é a empresa, e não a ação - a ação é consequência de uma análise bem feita da empresa. Há mais coisas a se olhar além do comportamento da ação - ela não é um detalhe, mas é quase.Então a volatilidade dos ativos não é a maior preocupação?Existem estratégias que operam com volatilidade - aí você está usando a bolsa como um fim, não como meio para se comprar uma empresa. Para nós, a volatilidade não é relevante, e não é uma medida de risco razoável pro que a gente faz. Risco, do nosso ponto de vista, é o modelo de negócios da empresa, se ele é estável ou não, se ele vai se perpetuar ou não. Se existir a chance de a empresa acabar daqui a três anos, pra mim é risco. Se ela oscilar muito, mas continuar gerando caixa, é menos relevante - é, na verdade, mais uma oportunidade de vender ou comprar a preços adequados.Um investidor consegue fazer essa análise sem a ajuda de um fundo?Sim, consegue, mas isso exige dedicação. O problema é que as pessoas confundem a facilidade de investir com a facilidade de comprar uma ação. Comprar uma ação é fácil, mas ganhar dinheiro com ela, nem tanto - tanto que, com a crise, as pessoas acabaram se arrebentando, porque não tinham técnicas, disciplina, sangue frio. Um investidor vê que a bolsa caiu 40% e vende tudo - o que é exatamente o que ele não pode fazer. Por isso, às vezes, é preciso ver que não se tem essas características - ou mesmo tempo para se dedicar a isso. Mesmo nossos clientes, a maioria é formada por grandes empresários e executivos, que sabem fazer, têm a técnica, mas não têm tempo. Aí é melhor dar o dinheiro para alguém investir para você.De qualquer modo, acho que é possível uma pessoa física ganhar dinheiro com isso - eu mesmo comecei em outro mercado de investimento - mas tem que ter muita disciplina e muito estudo. Não dá pra gastar pouco tempo com isso, é preciso acumular conhecimento da dinâmica de mercado. E poucas pessoas têm a disciplina e o conhecimento técnico necessário.Qual é a importância, para quem investe, de se conhecer a empresa antes de investir?Acho que, nesse ponto, temos uma visão um pouco diferente de um gestor que veio do mercado financeiro. Como já conhecemos o lado da empresa, sabemos as complexidades de implementar uma mudança em uma companhia - o ritmo das empresas é muito diferente do tempo da bolsa, e requer mais paciência. Nada relevante que está sendo feito em uma companhia vai aparecer no balanço no mesmo ano - isso é muito raro, geralmente os impactos positivos só vêm em seis meses, 1 ano. Essa paciência que nós temos parece uma coisa simples, mas é fundamental.
''As pessoas confundem a facilidade de investir com a facilidade de comprar uma ação''Vocês fizeram alguma adaptação à estratégia do fundo no período de crise?Não teve nenhum grande ajuste de estratégia na crise, o que nós fizemos foi uma reavaliação do nosso portfólio, e uma realocação de capital, mas baseada nos mesmos princípios. Tínhamos alguns ativos em carteira que estavam baratos, mas havia outros mais baratos, que tinham caído mais. Então, vendemos coisas baratas para comprar coisas tão baratas quanto, com maior qualidade, ou ainda mais baratas, mantendo a qualidade.E como foi o desempenho durante essa época?A nossa filosofia mostrou que faz sentido já que, em 12 meses, abrimos um gap grande entre nosso fundo e o Ibovespa, especialmente devido a essa re-arrumação do portfólio. Em 2008, caímos 20% - mostrando que nossa estratégia foi aderente - caímos menos do que o Ibovespa (que recuou em torno de 40%). Isso acontece por diversos motivos: não temos commodities (que tem menos previsibilidade), temos uma margem de segurança maior, os nossos ativos eram mais baratos e acabaram caindo menos - o que ajudou nessa retomada este ano. Esse ano, estamos subindo 82,7% (até 7 de setembro), enquanto o Ibovespa está subindo pouco mais de 50%.Como são escolhidas as ações?Nossa ideia é olhar a empresa por dentro - entender quem é o management, como eles veem o negócio, como eles querem fazer - e ver se o modelo de negócios que eles estão falando, a história deles, fica de pé ou não. Esse é nosso primeiro screening.O segundo screening é o preço. Aí não importa muito se ela faz parte do índice ou não - onde ela está é menos relevante do que as características da ação. É necessário que os papéis tenham um nível mínimo de liquidez, e o lote de compra vai ser ajustado a um nível de liquidez adequado pro fundo - se o ativo tem mais liquidez, posso comprar mais, porque há menos problema de saída. E a ideia é sempre comprar um preço bom.Normalmente, são empresas que não estão "na moda". Empresas para as quais o mercado olha menos, que são menos cobertas pelos analistas, que, geralmente, não estão no índice.Essas empresas menores, menos acompanhadas, são, inclusive, uma oportunidade para a pessoa física que quer investir e se dedicar. Além de elas muitas vezes serem mais baratas, é muito mais difícil ganhar dinheiro relevante com uma empresa que todo mundo conheça, uma empresa do índice [Bovespa], do que com uma empresa que menos gente conheça. Como tem muito menos gente olhando, é mais fácil ganhar dinheiro. Mas isso não é para qualquer um - as pessoas têm que conhecer os seus limites para saber o que pode fazer ou não.Quais as apostas do Bogari agora?Nossa aposta é no mercado interno, não tem como não ser. Acho que o Brasil está passando por uma situação de melhoria consistência, de convergência para desenvolvimento no médio prazo - e, no momento, não há como acreditar mais no mercado externo do que no interno, que a gente conhece bem. Eu não consigo, com uma certeza razoável, entender o que vai acontecer com as exportações, com o dólar, com as empresas de commodities.Minhas maiores apostas estão no mercado imobiliário, que é claro que ainda tem bastante potencial de crescimento nos próximos anos; o mercado educacional, que também deve ver bom avanço nos próximos anos; e o varejo, que também tem boas perspectivas.

domingo, 6 de setembro de 2009

Simuladores

Simuladores
A BM&FBOVESPA desenvolveu três simuladores para ajudar os investidores e os demais interessados a entenderem, na prática, como funciona o mercado de ações e de derivativos.
Os simuladores possibilitam aos iniciantes realizar diversas operações, aplicando os conceitos básicos do mercado e mostrando como é o dia-a-dia de uma Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros.
FolhainvestO Folhainvest é resultado de uma parceria entre a BM&FBOVESPA e o jornal Folha de S.Paulo. Ao se inscrever, cada participante recebe um capital fictício de R$ 200 mil e alguns lotes de ações para que consiga obter a melhor rentabilidade de sua carteira executando operações de compra e de venda de ações. Além de aprender e simular os ganhos da carteira, os participantes concorrem a prêmios.
Visite: http://folhainvest.com.br
UOL InvestO UOL Invest, parceria entre a BM&FBOVESPA e o UOL, é um simulador totalmente gratuito, que oferece aos participantes a oportunidade de conhecer o mercado de ações na prática. Além de aprender e simular os ganhos da carteira, os participantes ainda podem ganhar prêmios, como viagens, cursos e passagens aéreas.
Visite: http://uolinvest.economia.uol.com.br
Simulador Mercados FuturosO Simulador Mercados Futuros é uma maneira simples e dinâmica de proporcionar ao público conhecimentos básicos sobre o mercado de derivativos. O participante tem acesso a cotações reais e pode acompanhar, um ranking com os resultados conquistados, comparando seu desempenho com o de outros investidores virtuais. Os melhores investidores também são premiados.
Visite: http://simulador.bmf.com.br

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Quanto uma ação precisa oferecer a mais que uma aplicação livre de risco?

Quanto maior a possibilidade de ganhos, maior tende a ser o risco da aplicação. Partindo desta máxima, o fator risco sempre está embutido nos critérios de decisão do investidor. Mas o que uma ação precisa oferecer a mais do que um investimento tido como seguro para valer o investimento?Aswath Damodaran, professor de finanças da New York University, cita que "o retorno esperado de qualquer investimento pode ser descrito como a soma de uma taxa livre de risco e um prêmio para compensar este risco".O debate gira em torno de como medir o risco de um investimento, ou como converter esta medida em um retorno esperado que compense o risco. A questão central é o prêmio que os investidores demandam para investir no ativo de risco. No caso das ações, trata-se do Equity Risk Premium - ou Prêmio pelo Risco das Ações.ERPBasicamente, o Equity Risk Premium relaciona o que o ativo de risco precisa oferecer a mais para atrair o investidor em relação a uma aplicação livre de risco. Para mensurar este ERP, a prática mais tradicional é observar os prêmios históricos oferecidos pelo mercado de ações em relação às aplicações consideradas livres de risco. A média serviria como uma proxy razoável.Entre estas taxas livres de risco, a de utilização mais comum são os títulos da dívida norte-americana (Treasuries). Geralmente, os retornos oferecidos pelo mercado acionário são determinados por padrões históricos de índices acionários como o S&P 500, e comparados com o yield oferecido pelos Treasuries em prazo equivalente.Obviamente, em contextos de turbulência nos mercados, como as grandes crises econômicas, o Equity Risk Premium tende a se elevar. Como aumenta a incerteza, o investidor exige um prêmio maior para decidir por uma aplicação mais arriscada.Choque de metodologiasEnquanto a metodologia tradicional relaciona o rendimento do mercado de ações - utilizando algum índice acionário como proxy, no caso o S&P 500 - com o retorno obtido com a aplicação em Treasuries, chegando a um prêmio médio entre 4,0% e 6,0% para as ações, o método de ERP do Bank of America Merrill Lynch chega em 3,6%. Ambos relacionando um período de 1960 a 2008.O modelo do BofA Merrill Lynch implica deduzir a taxa real livre de risco de longo prazo da curva de lucros por ação dos ativos listados no índice Standard & Poor's 500.Ainda com medo das açõesA conclusão do BofA Merrill Lynch é de que, atualmente, o Equity Risk Premium permanece em níveis anormalmente altos, o que pode indicar que, apesar de sinais de volta de alguns indicadores a seus padrões de normalidade, os investidores ainda mostram elevada aversão às aplicações mais arriscadas. De maneira intuitiva, o ERP tende a ser menor diante de cenários mais previsíveis para as principais variáveis da economia, como inflação, crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e taxas de juro. A indicação de um ERP muito elevado atualmente, por outro lado, sugere relativa incerteza do investidor com o atual cenário para os mercados.

domingo, 16 de agosto de 2009

Histórico de proventos

Prezados,

O link abaixo permite acesso a um arquivo excel com o histórico completo de todos os proventos das ações listadas na Bovespa desde 1997 até 2007.

http://www.4shared.com/file/125407401/a5cb7e6c/PRA_ConsultaPagamentos.html

Equipe MaisInvest

Como obter cotações históricas - ações e futuros

Seguem algumas dicas de como obter cotações históricas do segmento Bovespa (ações) e do segmento BMF (futuros). Muitas vezes estas informações são importantes para realizarmos simulações e avaliarmos estratégias de investimentos.

A Bovespa disponibiliza no seu próprio site cotações históricas desde 1986. Porém, fique atento pois estas séries não estão ajustadas. Para acessar é fácil. basta fazer um cadastro no próprio site.

http://www.bovespa.com.br/Mercado/RendaVariavel/SeriesHistoricas/FormSeriesHistoricas.asp


A BMF também disponibiliza um link para "recuperação de informações" é nome que eles dão. Eu pessoalmente nunca consegui utilizar esta ferramenta. Se alguém conseguir utilizar esta ferramenta por favor me avise.

http://www3.bmf.com.br/Datarestore1/Indexseries1.asp

Além disso, existe o site analista de mercado que disponibiliza Banco de Dados das ações e índices da Bovespa com 15 anos de cotações de 165 ativos de forma gratuita.

www.analistademercado.com.br

Se vc tiver alguma dica sobre o assunto não hesite em nos contar.

Equipe MaisInvest

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Sparta Fundos - Será que o sonho acabou?

Acompanhe a rentabilidade dos fundos que pareciam ser a nova vedete dos investidores e acabou morrendo na praia por teimosia do seu gestor que aplica a técnica do "achismo desembasado".